quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Amor a vida enfermeiras cai no Funk

Fotos: Divulgação / Rede GloboTudo bem que é novela e não devemos ser tão críticos exigindo uma reprodução fiel da realidade. Mas já estou vendo reclamação dos sindicatos da categoria para cima de Walcyr Carrasco, autor de"Amor à Vida". Qual categoria? A das enfermeiras.
É que Raquel (Carol Rainato) e Noriko (Camila Chiba), enfermeiras do San Magno, não resistiram e resolveram virar dançarinas do mais novo cantor de funk do pedaço: MC Palhaço (Anderson Di Rizzi). Para completar, eles se apresentam no bar frequentado pelos médicos da novela. Imagina o burburinho!
Reviravolta - A transformação é uma das táticas para deixar um pouco de lado o clima pesado que ronda a história. "Amor à Vida" começou bem, mas deu uma estacionada. É a famosa "barriga". Mas Carrasco já provou em outras ocasiões que é craque em driblar essas fases de enrolação. E a trama global só termina no final de janeiro.
"Amor à Vida" tem muitos núcleos desconexos e personagens que vem e vão. A própria Camila Chiba, após destaque em "Morde & Assopra", do mesmo autor, estava parecendo figurante desta vez. Haja humor e criatividade. Será que vai dar funk?
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Três empresas disputam nome do estádio do Corinthians

A pressa do Timão para vender os direitos de nome de sua casa, contudo, não intimida Sanchez, o encarregado de solucionar o problema

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Muricy assume São Paulo novamente.

Por 
nunca, Muricy Ramalho vai precisar colocar em prática sua célebre fase “aqui é trabalho, meu filho!”. Após levar 30 segundos para assinar o retorno, como ele mesmo contou, o comandante foi apresentado nesta terça-feira no CT da Barra Funda pelo vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes (Juvenal Juvêncio não participou). E retorna ao São Paulo com status de salvador.  Depois de conquistar o tricampeonato brasileiro pelo clube no qual é extremamente identificado, Muricy tem agora a missão de evitar o inédito rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Um cenário diferente, mas que desperta no treinador um novo apetite.
- Quando cheguei (em 2006), o São Paulo era campeão mundial e estava sem fome porque vinha ganhando tudo. Eu disse que estava com fome, precisava ganhar. É difícil convencer um grupo campeão de tudo, mas fomos tricampeões brasileiros. Chegar nessa situação é diferente. Mas estou com muita fome e não falaria não para um clube que me abriu as portas, me criou. Vocês não sabem, em todo lugar que eu vou a torcida do São Paulo pede para eu voltar, é uma loucura. Estou voltando em um momento difícil e acho que vamos sair dessa.
MURICY RAMALHO SÃO PAULO (Foto: Marcos Ribolli)Muricy se apronta para falar com os jornalistas nesta terça-feira (Foto: Marcos Ribolli)
Muricy admite que o clube não sabe lidar com a situação atual e acredita que isso se dá porque não é comum o Tricolor brigar para não cair. Para resolver o maior problema do time, Muricy vai usar seu mantra de toda a carreira: menos papo e mais trabalho.
- É um momento que nunca viu o São Paulo passar. Não tem experiência nisso. A verdade é essa. então, volto a repetir: é preciso menos discurso e realmente muito trabalho. A única coisa que melhora não é o discurso, a conversa é fácil. É o resultado. Buscar o resultado. Como? É a maneira de trabalhar, não existe ninguém mais importante que o clube. Tem de passar esse discurso aos jogadores. Todo mundo tem de abrir mão de alguma coisa. Temos de tirar o clube dessa situação de qualquer maneira - disse o novo treinador.
É preciso menos discurso e realmente muito trabalho"
Muricy Ramalho
Muricy também fez questão de elogiar Autuori, seu antecessor, que em 17 jogos registrou dez derrotas, quatro empates e três vitórias.
- O Paulo fez um grande trabalho. Pegou o time em situação complicada, teve problema da parte física. Acho que o time melhorou muito, tenho acompanhado. Claro que precisa ter resultado. É assim. A gente está em fase que time na situação do São Paulo não dá só o discurso, palestra com jogadores. Tem que conseguir rapidamente a vitória, e cada um tem sua maneira de trabalhar. Eu tenho a minha. O que mais vou procurar é isso. Deixar os problemas de lado. Temos que resolver o problema de vitória.
Demonstrando publicamente o amor que sente pelo São Paulo, Muricy revelou que levou uns 30 segundos para assinar contrato desta vez.
- Só amor pelo clube não adianta. Tem de trabalhar. Tem de fazer os caras darem resultado, escalar o time, fazer o que é melhor. Existe a coisa do amor porque eu nasci aqui, é minha casa, encontrrei pessoas que estão aqui há 20 anos. Também fiz parte disso. Sinto algo a mais, não é só profissional. Aquela vez demorei um minuto pra assinar (contrato) e agora uns 30 segundos. Não briguei por salário e por nada. O sentimento pelo clube é importante.
Dirigente exalta Muricy, sem esquecer de Autuori
MURICY RAMALHO SÃO PAULO (Foto: Marcos Ribolli)Jesus Lopes é o encarregado de apresentar Muricy
(Foto: Marcos Ribolli)
Jesus Lopes falou também sobre a saída de Paulo Autuori de forma breve e elogiou o retorno de Muricy ao Tricolor.
- Com muita satisfação nós fazemos a reapresentação do Muricy. O bom filho à casa torna. E isso é uma grande satisfação para todos nós, para a torcida, para a coletividade. Autuori ficou pouco tempo conosco, mas teve uma passagem marcante. Ele enfrentou grandes dificuldades, mas o saldo do trabalho foi muito positivo. Ele conseguiu recuperar a forma física da equipe, melhorar bastante a autoestima dos jogadores. Mas o futebol, que é paixão, vive circunstancia inédita, uma situação desconfortável na tabela. A diretoria sempre acompanhou com muita seriedade isso. Nós não estamos otimistas em relação à posição, mas confiantes em poder sair dela - justificou o dirigente.
Muricy, de 57 anos, encontra um time mergulhado em uma crise que não parece ter fim. Ney Franco e Paulo Autuori sucumbiram diante de resultados ruins e do péssimo momento técnico da equipe. O Tricolor é apenas o 18º colocado, com 18 pontos, e vai precisar de um ótimo aproveitamento no segundo tempo para escapar do grupo dos quatro piores.
O comandante terá pouco tempo para preparar a equipe. Ele já dirige o primeiro treino no período da tarde. A estreia está marcada para quinta-feira, contra a Ponte Preta, às 21h, no Morumbi.
Depois de duas passagens como treinador do São Paulo, Muricy Ramalho tem números expressivos. Em 364 partidas, foram 197 vitórias, 101 empates e 66 derrotas, aproveitamento de 63,3%. O Tricolor marcou 629 gols e sofreu outros 353.
*Alexandre Lozetti, Carlos Augusto Ferrari, Cássio Barco e Diogo Venturelli

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Atrações da Vaquejada de Brejo Santo 2013

Vaquejada de Brejo Santo 2013

29 DE AGOSTO - QUINTA FEIRA
- FABIO CARNEIRINHO
- YTALO & MACIEL
- FORRÓ DE NÓIS
- FORRÓ DO KAKEADO

30 DE AGOSTO - SEXTA FEIRA
- DORGIVAL DANTAS
- TOCA DO VALE
- MANO WALTER

31 DE AGOSTO - SÁBADO
- ARREIO DE OURO
- FORRÓ DA PEGAÇÃO
- FORRÓ REAL
- BUENOS NOVAES

01 DE SETEMBRO - DOMINGO
- GAROTA SAFADA
- FORRÓ PEGADO
- FORRÓ QUE DEU CERTO

MAIS DE 100 MIL EM PRÊMIOS

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Movimento Namoro sem Sexo.

Adneison Severiano Do G1 AM
Seminário "Eu Escolhi Esperar" em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM) 
Seminário "Eu Escolhi Esperar" em Manaus atraiu seguidores de várias religiões (Foto: Adneison Severiano/ G1 AM)
Seguindo uma tendência nacional, cresce o número de jovens amazonenses aderindo aos movimentos religiosos, que pregam a castidade e o início da vida sexual somente após o casamento. Movimentos como 'Eu Escolhi Esperar' e o 'Entre Príncipes e Princesas' reúnem mais de 2 milhões de seguidores no país. Para buscar ensinamentos sobre o assunto, cerca de 1.500 pessoas participam do seminário com presença dos líderes dos dois movimentos nesta quarta-feira (1º), em uma igreja de Manaus.
Criado em Vitória no Espírito Santo no ano de 2011, o movimento 'Eu Escolhi Esperar' tem atraído adesão de jovens evangélicos e católicos pelo Brasil. Com o aumento de seguidores, segundo os organizadores, o movimento iniciou uma turnê que percorrerá todas as capitais do país. A iniciativa chegou a Manaus nesta quarta.
Na estimativa do pastor Nelson Júnior, líder e criador do 'Eu Escolhi Esperar', o movimento conta atualmente com 2 milhões de seguidores virtuais, que aderiram pela internet e 100 mil pessoas que já participaram dos seminários da causa pelo país. "São números reais, que são baseados no volume de 100 mil anéis personalizados com a frase 'Eu Escolhi Esperar' vendidos durante os seminários", enfatizou Nelson Júnior.
De acordo com o pastor, o movimento trabalha com ensinamentos nas plataformas de vida sentimental e sexual. Ele afirmou que o sexo, atualmente, tornou-se sinônimo de promiscuidade. "Na vida sexual orientamos os jovens a se guardarem sexualmente para o casamento. Sexo também é puro, mas quando o jovem assume o compromisso de se resguardar para o casamento ele sofre preconceito. A virgindade virou um tabu. Quando pessoa assume que é virgem acaba sofrendo com a opinião dos outros. Por isso, fazemos esses encontros e seminários para mostrar ao jovem a existência de milhares de pessoas que se guardam, que ele não está sozinho. Já na sentimental, ensinamos os jovens a não banalizar o relacionamento, evitando ter vários casos de amor na vida", explicou.
Pastor Nelson Júnior em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM) 
Pastor Nelson Júnior defende a castidade antes
do casamento (Foto: Adneison Severiano/ G1 AM)
O pastor Nelson Júnior, que casou virgem aos 21 anos, destacou que o movimento foi idealizado pelas vivências pessoais dele. Com bom humor, o religioso prega a importância de aguardar pelo casamento virgem.
"Eu escolhi esperar. Sei como foi ser um jovem virgem. Passei por esses conflitos todos e por esse motivo criei o projeto para ajudar as pessoas que fazem a mesma escolha. Contrariei as estatísticas ao casar virgem. Tenho 15 anos de casado e não me arrependo da decisão", avaliou o líder religioso.
O movimento, que surgiu na internet, fará primeira turnê internacional neste mês. A caravana passará por cinco cidades dos Estados Unidos, Haiti, Irlanda e Inglaterra, além de fazer seminários pela Europa (Portugal e Espanha).
Mesmo diante do preconceito e estranhamento de colegas, a estudante de medicina Rayssa Magalhães, de 21 anos, decidiu aguardar pelo casamento virgem. Há um ano e meio, ela namora o administrador Leon Esconsio, de 23 anos, e defende a castidade.
Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM) 
Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
"As pessoas comentam muito e estranham, inclusive ganhei vários apelidos na faculdade por isso. Eu não faço questão de esconder que resolvi esperar pelo casamento. Não me envergonho disso, acho que até é uma forma de incentivar as outras pessoas a preservarem a virgindade", comentou a jovem.
Para o administrador, o movimento 'Eu Escolhi Esperar', na verdade, é uma divulgação dos ensinamentos de Jesus, presentes na Bíblia há tempos. "Eu tive oportunidade de nascer em um lar cristão e desde pequeno recebi esses ensinamentos. Apesar de ter perdido minha virgindade quando estive afastado do 'caminho de Jesus', acredito na restauração através da 'palavra' e me preservo na questão do sexo para viver isso na relação que Deus escolheu para mim. Não queremos ser diferentes; apenas pretendemos seguir um caminho certo", justificou Leon. 
Situação semelhante vivencia a estudante Tayana Garcez, de18 anos, e o vistoriador Anxester Rodrigues, de 24. Junto há cinco meses, o casal segue o princípio do movimento de começar a vida sexual somente após o casamento. "Conheci pela internet o 'Eu Escolhi Esperar'. Resolvi aderir, motivada pelo ensinamento de Deus para escolher a pessoa certa", comentou Tayana.
Casal jovem segue princípios dos movimentos "Eu Escolhi Esperar" e "Entre Príncipes e Princesas", em Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM) 
Jovens afirmam que não se envergonham da decisão de evitar prática sexual antes do casamento (Foto: Adneison Severiano G1/AM)
'Entre Príncipes e Princesas'
Acompanhado o movimento nacional, o 'Entre Príncipes e Princesas' inicialmente contava apenas com um grupo de meninas da obra missionária Missão Confins na Terra. Aos poucos, ganhou adesão dos meninos e desde final de 2011, reúne cerca de 2 mil jovens que aderiram ao movimento regional. A expectativa é que o movimento se estenda no segundo semestre de 2013 para os estados de São Paulo, Acre e Minas Gerais.
"Pregamos o relacionamento saudável com namorado e família dentro dos princípios bíblicos. A nossa preocupação também é social, porque quando a pessoa se relaciona bem, evita problemas de saúde e emocionais, que podem gerar doenças. Usamos a palavra castidade antes do casamento, porque é um presente de Deus, que deve ser vivido com a pessoa que vai estar ao seu lado pelo resto da vida", ressaltou Marjorie Leite, missionária e idealizadora do movimento regional.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fotos: Tamara Ecclestone nua na Playboy

Filha do «patrão» da Fórmula 1 nua na Playboy


A filha do «patrão» da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, nua é a protagonista da capa da edição de maio da Playboy norte-americana.

Tamara Ecclestone, de 28 anos, mostrou-se muito orgulhosa por posar nua nas páginas da revista para adultos: «Posar na Playboy é uma daquelas coisas que muito poucas pessoas são convidadas a fazer. Como mulher acho que temos que gostar do nosso corpo e sentirmo-nos bonitas», partilhou a modelo.

«A Playboy é um ícone. Nos últimos 60 anos mostrou as mulheres mais bonitas do mundo. Sinto-me extremamente honrada por ter sido escolhida para esta sessão maravilhosa», acrescentou..

Bernie Ecclestone é considerado o quarto homem mais rico do Reino Unido, com uma fortuna avaliada em mais de 3 mil milhões de euros.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Fonte: http://www.lux.iol.pt/ 

Fotos aqui

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Entenda Lei Carolina Dieckmann

Crimes cibernéticos

Lei Carolina Dieckmann enfrentará dificuldades na prática

Embora a Lei 12.737/2012, apelidada de Lei Carolina Dieckmann — por causa do vazamento de fotos da atriz nua —, seja considerada um avanço no tratamento de crimes cibernéticos, as dificuldades oferecidas pelo universo virtual podem prejudicar a aplicação das regras na prática. Na opinião de especialistas, a nova legislação promulgada nesta terça-feira (2/4) ainda deixa lacunas, como a necessidade de violação de dispositivo de segurança para configurar crime e a imprecisão de termos técnicos.
Até agora, a Justiça se baseava em tipos previstos pelo Código Penal para aplicar punições. Invasão de computadores, roubos de senhas e conteúdos de mensagens eletrônicas, a derrubada proposital de portais e o uso não autorizado de dados de cartões passam a ser tipificados como crimes. As penas serão aumentadas se houver divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros do material obtido na invasão. A captura de informações privadas, segredos comerciais ou industriais e dados protegidos por sigilo judicial é considerada agravante.
Ainda há previsão de aumento de pena de um terço à metade em casos de crimes praticados contra o presidente da república, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, o da Câmara dos Deputados, do Senado das Assembleias Legislativas de estado, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e para as Câmaras Municipais. Os crimes praticados contra dirigentes máximos da administração direta e indireta federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal também estão na lista. A legislação ainda inclui no Código Penal a equivalência entre cartões de crédito e débito a documentos pessoais.
Parte dos crimes que ocorrem na internet têm correspondência na lei penal — como estelionato, fraudes, furtos e ofensas. Por isso, o criminalista Fábio Tofic Simantob afirma que a alteração legislativa deve concentrar esforços na tipificação de crimes contra sistemas informáticos, e não aqueles praticados pela via digital. “Qualquer mudança visando readequá-los à realidade eletrônica correria o risco de incorrer em casuísmos excessivos e virar sucata com a mesma fugacidade das novas tecnologias”, alerta. A Lei Carolina Dieckmann está em acordo com a Convenção de Budapeste sobre Cibercrimes, de 2001.
As penas previstas pela nova lei variam entre três meses e um ano de detenção. Em relação à dosimetria, o presidente da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Coriolano Almeida Camargo, não acredita que as punições sejam brandas. “Não temos no Brasil registro de diminuição dos delitos em função de penas mais severas”, afirma. Para ele, a educação digital e as ações preventivas têm mais poder de transformar a mentalidade dos cidadãos.
Brechas jurídicas
Para o advogado Carlo Frederico Müller, sócio do Müller e Müller Advogados, a lei foi criada às pressas, praticamente em resposta aos anseios da opinião pública e de casos que envolviam celebridades. Ele defende que os administradores de redes sociais, por falta de controle de acesso, deveriam ser responsabilizados criminalmente em situações de injúrias, difamações e outras infrações contra terceiros.
Outra ressalva do especialista é a previsão de crime apenas se houver violação dos dispositivos de segurança. “Nunca estará protegida a maior parte da população, que é leiga e não tem recursos para comprar e atualizar softwares de proteção de seus computadores, tablets ou smartphones”, afirma. O presidente da Subseção de Pinheiros, em São Paulo, da Ordem dos Advogados do Brasil, Pedro Iokoi, aponta quebra do princípio de isonomia nesse trecho da lei. “O texto não protege de modo igual os dispositivos que têm ou não senha. O crime não pode ficar condicionado à presença de barreira de segurança”, afirma.
De acordo com o especialista David Rechulski, o tipo penal “invadir” remete à ocupação ou conquista pela força e de modo abusivo. A transposição de mecanismo segurança seria, portanto, necessária para caracterizar a invasão do dispositivo informático. Ele ainda afirma que a hipótese de crime é cogitada apenas se o agente tiver finalidade de obter, adulterar ou destruir informações armazenadas. “O indevido acesso por si só, ainda que com violação de mecanismos de segurança, não recebeu reprimenda do legislador”, conclui Rechulski.
O criminalista Luiz Augusto Sartori de Castro, do Vilardi Advogados, teme que a maioria daqueles que acessam indevidamente os sistemas de informáticas não sejam punidos pelo Judiciário. “Isso porque não o fazem à força como exige o tipo penal ao se valer do verbo ‘invadir’”, explica. Outro entrave nos tribunais serão de natureza processual. Delitos dessa natureza demandam provas cujo sistema da polícia judiciária não está acostumado e pode gaver problemas de prescrição e regulamentação.
O uso do termo “dispositivo informático” também é criticado. “Hoje há uma grande quantidade de aparelhos que permitem o acesso à internet, como celulares, televisões e até geladeiras. O legislador deveria ter usado a expressão ‘dispositivo eletrônico”, diz o advogado Pedro Iokoi. Para que haja crime, não há necessidade que o dispositivo esteja conectado com a internet, pois a invasão pode ocorrer via Bluetooth, por exemplo. Para ele, os arquivos armazenados em nuvem estão protegidos porque há expectativa de privacidade. Para Coriolano Almeida Camargo, os invasões de redes sociais também estão enquadradas. “Muitas vezes o ataque em redes sociais trata-se de crime conta a honra, já tipificado no Código Penal”, ressalta.
Lei Azeredo
Depois de longa polêmica, também entra em vigor nesta terça-feira a lei para crimes cibernéticos proposta em 1999 pelo então deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O projeto foi um dos que passou mais tempo em tramitação na Câmara. Entre os pontos polêmicos do texto, estavam a responsabilização de provedores de fiscalizar e armazenar os registros de atividade dos usuários. As normas sugeridas eram consideradas muito restritivas, o que dificultou sua aprovação.
O tema central do texto que passa a valer a partir de agora é a determinação para que a polícia estruture seções especializadas para crimes virtuais. Para as cidades que não tenham esse setor, deve-se procurar a Polícia Civil. Atualmente poucos municípios, na maioria capitais, possuem delegadas especializadas. Outra das mudanças trazidas pela lei é a possibilidade de um juiz decidir que uma publicação racista, eletrônica ou de outro meio, seja interrompida.

Fonte: http://www.conjur.com.br
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